14 outubro, 2015 |Comportamento, Curiosidades, Saúde bucal |Nenhum comentário
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7 fatos sobre saúde bucal das crianças

Com a rotina corrida de trabalho, muita gente se esquece de cuidar da própria saúde bucal e ir periodicamente ao dentista. Imagine, então, quando há filhos pequenos envolvidos na maratona do dia a dia. Alguns cuidados com a saúde bucal das crianças podem passar despercebidos – por falta de tempo ou mesmo de informação.

Por isso, a cirurgiã-dentista Helenice Biancalana, especialista em Odontopediatria da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), lista quais são as informações que você deve conhecer sobre a saúde bucal infantil para não descuidar dos pequenos.

1. Uma em cada 3 crianças entre 1 ano e meio e 3 anos tem, pelo menos, um dente de leite com cárie

E na dentição permanente, 2 a cada 3 crianças com 12 anos têm pelo menos um dente cariado. Esses dados são da Pesquisa Nacional em Saúde Bucal, de 2010. “O mais importante é saber que, com duas escovações por dia, utilizando creme dental com flúor, esses dados alarmantes podem ser drasticamente reduzidos.”

Leia nosso post sobre como incentivar as crianças a escovarem os dentes.

2. Algumas bebidas consideradas saudáveis têm mais açúcar do que se imagina

“Tanto os sucos em caixinha quanto as bebidas esportivas (isotônicos) são associados à imagem de quem cuida da saúde. Entretanto, estudos indicam que os níveis de acidez dessas bebidas podem levar à erosão da superfície dental, comprometer o esmalte e a aparência dos dentes, e aumentar a sensibilidade e a dor. Além disso, várias marcas trazem ainda mais açúcar do que os refrigerantes.”

Conclusão da profissional: aumente a oferta de água e de leite às crianças, conferindo sempre o rótulo da embalagem quando for oferecer um suco pronto. Quanto aos refrigerantes, você já sabe, é sempre bom evitar – saiba os motivos.

3. Uma em cada 7 crianças já foi diagnosticada com lesão de cárie severa ou extensa

“A cárie severa é extremamente dolorosa, intensa, perturbadora. Ou seja, não há criança no mundo que possa ter um dia normal de estudos e lazer sentindo tamanha dor. No Brasil, além de o flúor estar presente na maior parte da água distribuída nas cidades e nas pastas de dente, a correta higiene bucal deve ser alvo de muitas campanhas. Paralelamente a isso, devemos levar as crianças a um cirurgião-dentista a cada 6 meses para que o uso do selante previna a ocorrência de cárie com mais sucesso”, explica Helenice.

4. Quanto mais cedo a criança for levada ao consultório odontológico, melhor

“Todos sabemos que os adultos transmitem às crianças não apenas coisas boas, como, inclusive, seus medos. Mas é importante quebrar essa regra quando o objetivo é garantir a saúde bucal dos pequenos. Levar a criança desde bem pequena ao consultório do cirurgião-dentista – mesmo que seja só para fazer companhia – é um passo muito importante. Assim é possível fazer um check-up da saúde bucal com a regularidade necessária e de forma tranquila, sem receio”, sugere a profissional.

5. Crianças que recebem leite materno no peito são menos propensas a persistir com chupeta ou outros hábitos de sucção

O aleitamento materno, segundo Helenice, é a melhor medida de prevenção do uso da chupeta e do hábito de sugar o dedo – embora este possa ser identificado ainda durante a gestação, através do ultrassom. “Quando a criança mama no peito, há um intenso trabalho da musculatura facial que influencia o desenvolvimento ósseo e muscular. O bebê satisfaz seu instinto de sugar, não necessitando recorrer a estímulos artificiais de sucção, como a chupeta”, esclarece.

6. Criança que respira só pela boca pode ter um desenvolvimento anormal da face e da arcada dentária, sorriso gengival, dentes tortos e gengivite

“Quando a criança tem alguma dificuldade em permanecer com os lábios fechados, ou quando só dorme de boca aberta, é importante buscar ajuda especializada. Esses padrões mostram o quanto as crises respiratórias podem estar interferindo em outras áreas”, diz a especialista.

A respiração bucal, como abordamos em outro post, tende a comprometer o desenvolvimento de importantes estruturas ósseas da face e das arcadas dentárias. O rosto pode crescer fino e alongado. “Muitos tratamentos cirúrgicos poderiam ser evitados se, assim que o problema surgisse, fosse avaliado e tratado por um otorrinolaringologista com o acompanhamento de um ortodontista, fazendo uso de aparelhos para normalizar o crescimento facial e promover respiração adequada”, alerta Helenice.

7. Usar aparelho ortodôntico para ficar na moda pode causar grande prejuízo à saúde bucal

Nos últimos anos, mais um modismo vem preocupando toda a classe dos cirurgiões-dentistas: o uso de aparelhos coloridos conquistou crianças e adolescentes. E há sempre pais que fecham os olhos para o risco que isso representa à saúde de seus filhos. “Pior ainda, acabam comprando ‘ferrinhos’ e ‘elásticos’ pirateados, sem qualquer tipo de controle, podendo causar desde intoxicações e alergias severas, até alterações irreparáveis na gengiva e nos dentes, inclusive com perda óssea e perda de dentes”, salienta a cirurgiã-dentista.

Para não errar ao cuidar da saúde bucal dos pequenos, confira nossas publicações que podem esclarecer suas dúvidas.

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