14 novembro, 2014 |Notícias, Saúde bucal |Nenhum comentário
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Endocardite bacteriana: a doença que pode ter origem bucal

Cárie, gengivite e procedimentos bucais são comuns, mas podem ocasionar uma doença rara, que pode levar à morte: a endocardite bacteriana – uma inflamação das válvulas do coração (endocárdio). Seguindo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em torno de 20% dos que são detectados com a doença não sobrevivem. O Instituto do Coração (Incor) relata que recebe de 10 a 12 pacientes com endocardite por mês.

O quadro pode surgir com a simples escovação dos dentes, uso de fio dental ou sangramentos na boca e gengiva, que aumentam a possibilidade de bactérias – de gênero estreptococos do grupo viridans –, ou mesmo fungos, terem contato com a corrente sanguínea. Com isso, podem chegar ao coração e causar a doença.

O cirurgião-dentista Francisco Groppo, doutor em Farmacologia, CRO-SP 41823, destaca que a endocardite bacteriana merece atenção especial das pessoas que têm próteses cardíacas, como as válvulas, já que essa bactéria pode encontrar ali um lugar repleto de alimento para se reproduzir. “Se o organismo da pessoa está debilitado ou por algum motivo não consegue matar a bactéria, a infecção se instalará”, alerta ele.

A bactéria passeia pelo corpo várias vezes, diariamente, em todo mundo. “Assim que entra na corrente sanguínea, entre um e 15 minutos deve ser morta pelas defesas orgânicas”, explica Francisco. Porém, se isso não ocorre, pode chegar ao coração e se alojar.

Sintomas

Os principais sinais da endocardite bacteriana são:

  • Lesões pequenas e avermelhadas nas regiões da palma da mão ou planta dos pés.
  • Febre baixa e persistente que evolui para febre intensa.
  • Fadiga e fraqueza.
  • Calafrios (decorrentes da febre).

Tratamento

Depois de ser detectada a infecção por bactéria ou fungo em exame de sangue e em outros que somente um médico pode pedir, o tratamento envolve internação para que o paciente receba o medicamento via venal e administração de determinados antibióticos, prescritos pelo profissional da saúde após identificar a bactéria ou fungo.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a doença, segundo o cirurgião-dentista, é manter boas condições de higiene geral e oral, “além de ter atenção aos sinais da doença, principalmente as pessoas mais sujeitas a ela”, diz Francisco. “Caso haja algum problema cardíaco, procure orientação médica sobre o assunto antes de passar por tratamentos odontológicos”, finaliza.

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