28 abril, 2016 |Comportamento, Estética dental, Saúde bucal |Nenhum comentário
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Síndrome da boca seca: qual é a sua origem e como prevenir?

O nome pode ser estranho, mas é um problema muito comum para várias pessoas: a xerostomia − do grego “xeros” (seco) e “stoma” (boca) −, ou simplesmente síndrome da boca seca, distúrbio que pode ter diversas origens.

Artur Cerri, cirurgião-dentista e diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), explica que todos precisam de saliva para digerir os alimentos, limpar a boca e controlar a população de bactérias, evitando infecções.

A partir dos 30 anos, a salivação começa a diminuir e, aos 60 anos, a pessoa tem metade da saliva de um jovem. O problema é que essa queda dificulta a deglutição e diminui a resistência bucal. Quando não diagnosticada e tratada a tempo, essa condição pode resultar, inclusive, na perda dos dentes.

“A síndrome da boca seca pode ser fisiológica ou indicar algumas doenças sistêmicas, acelerando o aparecimento de cárie, infecção bucal e, principalmente, gengivite. Além de comprometer a saúde bucal do idoso, acaba interferindo na saúde em geral e em sua qualidade de vida, porque o paciente naturalmente passa a comer menos e ingerir apenas alimentos macios ou líquidos. Esse ciclo vicioso precisa ser interrompido”, alerta Cerri.

O cirurgião comenta que, além do processo de envelhecimento, entre as causas mais comuns estão os efeitos colaterais de determinados medicamentos, como os que são utilizados para tratar de depressão, ansiedade, obesidade, dor, alergia, asma, incontinência urinária, mal de Parkinson, entre outros.

A xerostomia também é decorrente de doenças como diabetes, anemia, fibrose cística, hipertensão e artrite reumatoide. “Não podemos descartar ainda outras causas, como desidratação; danos ao sistema nervoso, principalmente após traumas ou cirurgias; e tabagismo, porque o fumante passa muito tempo respirando pela boca enquanto fuma, e isso acaba agravando o quadro.”

O especialista recomenda que, ao perceber a sensação de boca seca com frequência, o paciente deve procurar um médico imediatamente. Ele também orienta: “É importante que as pessoas mantenham uma excelente higiene oral, escovando bem os dentes e usando o fio dental diariamente, prática que previne a xerostomia, assim como a maior parte das doenças bucais”, destaca.

Outras indicações de Artur que ajudam na prevenção são ingerir bastante líquido ao longo do dia e consumir alimentos com alto teor de água. Elas devem ser seguidas principalmente pelos idosos.

Conheça os 12 sintomas mais comuns da xerostomia:

1. Sensação pegajosa na língua;

2. Língua avermelhada, áspera ou seca;

3. Sensação ruim na garganta, como se fosse um pigarro;

4. Feridas nos cantos da boca;

5. Fissuras nos lábios;

6. Ardência lingual;

7. Mau hálito;

8. Sede frequente;

9. Dificuldade ao falar;

10. Rouquidão;

11. Secura nas vias nasais;

12. Dor de garganta.

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