18 novembro, 2016 |Estética dental, Ortodontia |Nenhum comentário
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Tratamento ortodôntico não termina quando o aparelho é removido

Muitas pessoas pensam que usar o aparelho fixo por alguns anos basta para obter o resultado necessário ou pretendido. Na maioria das vezes o problema é solucionado, porém, cada vez mais alguns profissionais da área de ortodontia vêm defendendo o uso de aparelhos de contenção, mesmo depois do final do tratamento clássico. E, segundo eles, a utilização deverá ser para sempre, pois os dentes continuam a se movimentar e podem voltar à posição original, havendo um retrocesso no resultado obtido ao longo de anos.

“A recidiva pode ocorrer como um resultado de forças a partir das fibras periodontais ao redor dos dentes que tendem a puxá-los de volta às suas posições pré-tratamento”, alerta a especialista em ortodontia e ortopedia funcional dos maxilares, Fernanda Giovanini. “Alterações, em geral, como as que ocorrem nos tecidos moles circundantes, podem também afetar a estabilidade dos resultados ortodônticos”, complementa.

Contenções invisíveis ou transparentes

Dentes se movimentam durante todo o tempo. E isso também ocorre como parte do processo natural de envelhecimento. Assim, o uso de contenção irá garantir uma vida inteira de dentes alinhados, explicam os especialistas. Porém, esse resultado final depende do uso correto do aparelho de contenção.

As justificativas para o uso de contenção são: permitir a reorganização da gengiva e dos tecidos periodontais;
minimizar as alterações devido ao crescimento;
permitir a adaptação neuromuscular para a posição dentária corrigida; manter os dentes em posições instáveis (por vezes, necessárias devido à harmonização ou estética).

“Sou a favor do uso contínuo de contenção, pois já atendi pacientes que tiveram recidivas. E sei de colegas que também relataram a mesma situação. Portanto, explico ao paciente a situação. A decisão será dele, mas deixo claro todas as possibilidades, pois é muito frustrante que, após anos de tratamento e gastos, a pessoa passe por um retrocesso”, conclui a especialista.

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