27 março, 2015 |Estética dental, Notícias |Nenhum comentário
Enviar por e-mail

Tudo o que você precisa saber sobre clareamento dental

Quem percebe uma cor mais amarelada ou manchas claras e escuras nos dentes pode optar pelo clareamento dental − realizado ou recomendado pelo dentista de confiança. Afinal, técnicas caseiras de branquear os dentes sem acompanhamento são arriscadas à saúde bucal. Há diversos tipos de procedimentos seguros utilizados pelos profissionais.

“O clareamento é indicado para pessoas que têm dentes com alterações de cor distribuídas uniformemente pela coroa dental, pigmentações por tetraciclinas (presentes em alguns medicamentos), alterações fisiológicas devido à idade, fluorose suave (causada pelo excesso de flúor) e dentes com canais atrésicos (mais estreitos que o normal) ou com calcificação distrófica da polpa”, explica o cirurgião-dentista Cláudio Ramos Lima, Crosp 104519, especialista em pacientes com necessidades especiais e saúde pública.

Existem casos que apresentam prognóstico incerto para o procedimento, como: pigmentações nas cores azul, marrom ou cinza. “Mesmo assim, o clareamento é sempre a primeira opção de tratamento estético, por ser mais conservador e manter a integridade das estruturas dentárias sadias”, acrescenta Cláudio.

Segundo o especialista, desde 1989 as técnicas tornaram-se cada vez mais populares e sofreram modificações. “O agente clareador, por exemplo, pode ser líquido ou em gel, com diferentes concentrações e aplicável em moldeiras ou autoaplicáveis (sem moldeiras), na forma de tiras adesivas ou vernizes. O modo de ativar o branqueamento também evoluiu, pois, atualmente, pode ser químico ou físico, por fotopolimerizador, LED ou laser”, diz.

O tratamento pode ser feito em casa ou no consultório. “A forma caseira utiliza produtos com concentrações baixas, entre 10% e 16% de peróxido de carbamida, correspondentes a 4% a 7% de peróxido de hidrogênio em múltiplas aplicações. No consultório, são usadas concentrações mais altas, variando de 30% a 38% de peróxido de hidrogênio em poucas aplicações”, esclarece o cirurgião-dentista.

Para indicar o tipo adequado, em cada caso clínico, é importante que o profissional saiba diagnosticar as causas das alterações de cor, bem como a idade delas: “Isso porque, dependendo da etiologia, o prognóstico será favorável ou desfavorável para o sucesso da técnica”.

A duração do clareamento dental depende dos hábitos alimentares, higiene e cuidado oral, uso de medicamentos, colutórios (remédios indicados para as gengivas e as mucosas da boca e da garganta) ou drogas. “É importante que haja um acompanhamento do paciente e, quando necessário, seja feito um clareamento para manutenção a cada um ou dois anos”, recomenda.

O valor do procedimento depende da técnica a ser utilizada. Segundo Cláudio, o caseiro geralmente custa de R$ 500 a R$ 1 mil, enquanto o feito no consultório pode chegar a R$ 3 mil.

Enviar por e-mail



Tags:

Comentários

APOIO: